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IA ou Botões? Uma reflexão sobre Carga Cognitiva

  • December 4, 2025
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Felipe Escolarique

Na primeira parte da primeira aula, as excelentes Vanessa e Amanda mandaram um dado pesado: a maioria esmagadora dos Clientes (contratantes) ficam satisfeitos com a implementação de IA.
 

A questão que sempre me ocorre:
Essa satisfação corporativa se traduz em usabilidade e eficiência para o usuário final?

 

Meu ponto é que a IA conversacional (o campo aberto) exige Evocação e maior Carga Cognitiva do usuário, que precisa escrever e formular a pergunta. Um bot regrado de botões (menus) usa apenas Reconhecimento.
 

Pensei na Lei de Hick: mais escolhas (o infinito de opções de como se expressar ao ser atendido por uma IA) pode aumentar o tempo de decisão.
 

https://www.interaction-design.org/literature/article/hick-s-law-making-the-choice-easier-for-users

 

Quando o objetivo é agilizar o atendimento, a IA conversacional não pode, ironicamente, atrasar o fluxo em tarefas simples?

Não estamos trocando velocidade de execução pelo “hype” de inovação?
O que o usuário médio prefere: digitar um parágrafo no celular ou clicar em 'Segunda Via'?


Qual a opinião de vocês: devemos ser puristas com IA ou o híbrido (IA + Botões) é o único caminho pragmático para o sucesso da comunicação?

1 comentário

Dalton_Yamagishi
Blipper

Felipe, você trouxe um pontoimporatante: satisfação do contratante não garante fluidez para o usuário final. IA conversacional pura aumenta a carga cognitiva porque exige evocação, exige formular, digitar… enquanto o menu entrega reconhecimento imediato. É Hick puro.

E não é só o usuário que sofre. O CI também. Campo muito aberto vira caos de tokenização, mais ambiguidade, mais esforço de interpretação e mais risco de drifting. Ou seja: carga cognitiva dos dois lados.

E tem um sinal claríssimo disso nas curadorias que faço: usuários respondendo com uma única palavra. Isso é um baita indicativo de fadiga cognitiva. Para o usuário, “digitar pouco” é alívio. Para a IA, é inferno. Quanto menor o input, maior o trabalho de adivinhar intenção e maior a chance de erro.

Por isso, pureza em IA é ficção. Na vida real, híbrido é o que salva. Botões resolvem rápido o que é simples e reduzem atrito. IA entra para resolver o que é complexo, contextual, ou fora do menu.

O usuário médio só quer resolver a vida em paz. Se clicar em ‘Segunda Via’ é mais rápido que escrever, a resposta se autoexplica.

Para mim, caminho pragmático continua sendo esse: IA onde agrega, botões onde agilizam.