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Pergunta

Como os chatbots lidam com crises em massa?

  • December 12, 2025
  • 7 comentários
  • 47 Visualizações

Leonardo Fernandes

Oi pessoal, tudo bem?

 

Como muitos sabem, São Paulo passou por uma grande queda de energia nos últimos dias por causa dos ventos muito fortes. Muitas casas ainda estão sem energia, e eu, infelizmente, fui um dos “premiados” nesse apagão.

Isso me fez pensar em como esse cenário pode ter impactado o atendimento da Enel, especialmente o chatbot deles, a Elena.

 

Como será que um bot segura a onda quando recebe um pico enorme de mensagens, muitas delas urgentes ou até agressivas?

Existem fluxos preparados especificamente para esses momentos de crise?

 

Fiquei com essa dúvida e gostaria de entender melhor. Obrigado!

7 comentários

Dalton_Yamagishi
Blipper

Leonardo, ótima reflexão ( e sinto pelo perrengue do apagão, sofri com ele tb e isso ninguém merece.)

Respondendo direto: a Elena é sim um Contato Inteligente que roda na plataforma da Blip (Enel é um dos nossos clientes) e é acompanhada por uma squad dedicada de Customer Service da própria Blip. Não é algo “largado no automático”. Eu, inclusive, já tive uma participação pontual na evolução de componentes cognitivos dela.

Em cenários como esse, o volume de tráfego explode mesmo. Mensagens urgentes, emocionais, repetidas, às vezes agressivas. Do ponto de vista de infraestrutura, a plataforma aguenta esse pico sem drama. Onde o impacto mais pesa é no trabalho humano de acompanhamento, curadoria e ajustes finos mas aí entra o lado bom: esse tipo de crise gera muita matéria-prima real para melhorar o entendimento, os fluxos e as respostas.

E sim, existem fluxos específicos para esse tipo de situação. Chamamos de skill de crise. Ela é ativada justamente quando acontece algo fora da curva, priorizando informações críticas, reduzindo fricção e evitando respostas fora de contexto.

Resumindo: não é improviso, não é sorte. É preparação técnica, operação humana atenta e aprendizado acelerado nos momentos mais difíceis.


Leonardo Fernandes

Dalton, obrigado pela resposta tão completa, trouxe ainda mais clareza sobre o nível de maturidade que existe por trás dos bastidores, foi legal imaginar como tudo isso funciona na prática.

Achei especialmente interessante o conceito de skill de crise. Faz muito sentido pensar nesses cenários fora da curva como algo já previsto no Contato Inteligente, e não como uma reação improvisada ao caos. Também dá pra imaginar o quanto esses momentos geram aprendizados valiosos no pós-crise, com muitos insights que ajudam a evoluir de verdade a experiência.


VanBaldin
  • Inspiring
  • December 16, 2025

Oi pessoal, tudo bem?

 

Como muitos sabem, São Paulo passou por uma grande queda de energia nos últimos dias por causa dos ventos muito fortes. Muitas casas ainda estão sem energia, e eu, infelizmente, fui um dos “premiados” nesse apagão.

Isso me fez pensar em como esse cenário pode ter impactado o atendimento da Enel, especialmente o chatbot deles, a Elena.

 

Como será que um bot segura a onda quando recebe um pico enorme de mensagens, muitas delas urgentes ou até agressivas?

Existem fluxos preparados especificamente para esses momentos de crise?

 

Fiquei com essa dúvida e gostaria de entender melhor. Obrigado!

Na minha opinião, o post toca em um ponto essencial: chatbots deixam de ser “apenas automação” e viram canais críticos em momentos de crise. Em situações como um apagão, com alto volume de mensagens e usuários estressados, a falta de fluxos específicos, linguagem empática e priorização de demandas pode aumentar ainda mais a frustração.

Esses cenários mostram se o chatbot foi pensado só para eficiência ou realmente para o usuário. Crises são o teste real da experiência e do design de serviço.


VanBaldin
  • Inspiring
  • December 16, 2025

Na minha opinião, o post toca em um ponto essencial: chatbots deixam de ser “apenas automação” e viram canais críticos em momentos de crise. Em situações como um apagão, com alto volume de mensagens e usuários estressados, a falta de fluxos específicos, linguagem empática e priorização de demandas pode aumentar ainda mais a frustração.

Esses cenários mostram se o chatbot foi pensado só para eficiência ou realmente para o usuário. Crises são o teste real da experiência e do design de serviço.


Leonardo Fernandes

Sem dúvidas, ​@VanBaldin! Ótimo ponto levantado. A criticidade nesses momentos se torna bem evidente, eu mesmo fui um dos que buscou informações para entender quando o problema seria normalizado.


Rafael_Figueiredo
Blipper
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@Leonardo Fernandes tudo bem ? 

Sei que já explicaram um pouco sobre essa visão do contato inteligente e sobre a parte de infraestrutura para que caso cenários de eventos climáticos que possam impactar uma operação em um determinado ambiente a Blip possui sistemas de redundância para que as operações dos nosso clientes tenham o mínimo de impacto quando a essas adversidades o objetivo da nossa equipe de infraestrutura e que o bot continue online e respondendo os cliente até em casos extremos como o que ocorreu recentemente. Temos equipes de monitoramento que olham tanto para a estrutura quando ao fluxo de mensagens processadas e recebidas pelos bots e isso ajuda a balancear e controla toda carga do sistema. 

Espero que isso tenha ajudado um pouco na compreensão e esclarecimento quanto a essas duvidas. 


Leonardo Fernandes

Oi, ​@Rafael_Figueiredo, tudo ótimo! Obrigado por complementar as respostas e ajudar a esclarecer melhor a minha dúvida.